Pegge

São Paulo, 1997

  • Pegge  é artista visual e músico autodidata. Iniciou sua trajetória em 2018 explorando a pintura como forma de registrar vivências pessoais e referências culturais. Ao longo de seu percurso, sua prática passou a articular questões de identidade, ancestralidade e memória, reunindo em suas composições elementos provenientes do jazz, do hip hop, dos mangás e de símbolos da cultura afro-brasileira.

    Sua produção estabelece diálogos diretos com a música negra e suas dimensões históricas, espirituais e políticas. Ritmo, improvisação e repetição — princípios estruturantes do jazz — são traduzidos em composições pictóricas que operam por cadência, sobreposição e gesto. Inspirado por artistas como John Coltrane e Moacir Santos, assim como por experiências ligadas à periferia paulistana, Pegge constrói imagens que funcionam menos como narrativas e mais como campos sensíveis de energia, nos quais cor e forma atuam como traduções visuais de heranças musicais e culturais.

    Entre suas exposições recentes estão Jazzmatazz – Todos Meus Manos Ouvem Jazz (2024), que destacou o papel do jazz como força histórica e cultural na formação da música negra contemporânea, e Amor Supremo (2025), na qual aprofunda sua investigação sobre as relações entre pintura, som e espiritualidade. Atualmente, Pegge é um dos artistas mais jovens a integrar o acervo rotativo do MASP. Em sua prática, o artista busca provocar deslocamentos de percepção ao afirmar novas formas de presença e protagonismo negro no campo das artes.